EXAME FÍSICO ABDOMINAL

EXAME FÍSICO ABDOMINAL

Abdômen 
Ao avaliar o abdômen, o profissional utiliza um dos dois sistemas de referencias anatômicas para mapeamento da região abdominal. Em ambos os sistemas, o apêndice xifoide (ponta do esterno) delineia o limite superior da região abdominal. A sínfise púbica delineia limite inferior.
 
Um sistema divide o abdômen em quadrantes através de duas linhas imaginarias que se cruzam ao nível da cicatriz umbilical. O segundo sistema divide o abdômen em nove regiões. 
 
Os resultados da avaliação devem ser registrados em relação aos quadrantes ou regiões. 
O examinador deve avaliar os órgãos abdominais que ficam na região posterior. Os rins são protegidos pelas costelas posteriores e pelos grandes músculos dorsais. O angulo costo-vertebral e referencia utilizada durante a palpação dos rins. 
 
Inspeção
O examinador se posiciona em pé, ao lado direito do paciente e inspeciona o abdômen. A seguir, senta-se para examinar a superfície abdominal. A posição em pé permite a verificação de sombras e movimentos anormais. Quando sentado, o examinador terá uma visão horizontal que lhe permitira detectar abaulamentos anormais. A pele da superfície abdominal deve ser inspecionada, observando-se a existência de cicatrizes, padrões venosos, lesões, estrias, ou marcas de estiramento. Em condições normais, os padrões venosos são muito pouco visíveis, a não ser em paciente muito magro. A forma e a simetria do abdômen devem ser observadas, assim como a presença de qualquer massa. Em seguida, o abdômen e inspecionado quanto aos movimentos. O examinador devera estar ciente de que a respiração no sexo masculino e mais abdominal, enquanto no sexo feminino e mais costal. Durante uma inspeção mais minuciosa, o profissional poderá observar o movimento peristáltico e a pulsação da aorta. A parte final da inspeção envolve a observação da cicatriz umbilical, verificando-se sua posição, forma, coloração e a presença de qualquer secreção ou de qualquer abaulamento. 
Auscultação 
O profissional ausculta o abdômen para ouvir os sons resultantes da motilidade intestinal e para detectar ruídos vasculares. O diafragma do estetoscópio e colocado sobre cada um dos quatro quadrantes. Em condições normais, o ar e os líquidos se movem pelos intestinos, provocando suaves sons de gorgolejo ou borbulhas em cada quadrante. Tais ruídos não ocorrem com regularidade. O profissional deve fazer a ausculta por um período de 3 a 5 minutos, antes de decidir que os ruídos intestinais são ausentes. Ruídos ausentes indicam a paralisação da motilidade gastrointestinal. 
 
Percussão
Este método e utilizado para o mapeamento dos órgãos e massas subjacentes do abdômen. 
 
Além disso, a percussão revela a presença de ar no estomago e intestinos. O examinador faz a percussão em cada um dos quatro quadrantes para discriminar entre os sons maciços e timpânicos. Os sons timpânicos predominam como resultado do ar existente no estomago e intestinos. A percussão permite que o profissional identifique os limites do fígado. 
Faz-se a percussão renal para excluir a presença de inflamações. O paciente deve ficar sentado ou em pé O examinador poderá fazer percussão direta ou indireta. Ele toca o paciente firmemente com a superfície ulnar da mão parcialmente fechada ao longo da cada angulo costo-vertebral nas linhas da escapula. Caso os rins estejam inflamados, há dor durante a percussão. 
 
Palpação
O abdômen deve ser palpado suavemente em cada quadrante. A pele deve ser pressionada em aproximadamente 1,3 cm. O examinador deve evitar os toques rápidos, utilizando movimentos coordenados e suaves. Ele devera sentir o tônus muscular, a resistência da parede abdominal ou massas, e devera observar o rosto do paciente à procura de sinais de desconforto. Caso palpe uma área sensível, poderá ocorrer um retesamento voluntário dos músculos abdominais subjacentes, em um reflexo de proteção. Um órgão que pode ser identificado com palpação suave e a bexiga, situada normalmente abaixo da sínfise púbica. 

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